ENTREVISTA JORNAL GENTE

Nesta SEXTA-FEIRA SANTA, fui entrevistado pelos jornalistas Oziris Marins e Sérgio Stock, no programa JORNAL GENTE. Falamos sobre as atividades da Câmara Municipal de Porto Alegre, enfrentamento ao CORONAVÍRUS e eleições municipais.

Ouça a entrevista:

 

 

LIBERDADE, EMPREENDEDORISMO E ESTADO LIMITADO

Cumprindo os prazos determinados pelo TSE, o DEMOCRATAS Porto Alegre recebe a filiação de seus novos membros, entre eles: Vereador Ricardo Gomes, formado em Direito, com Pós-graduação em Direito Trabalhista e mestrando em História.

Trabalhou no Gomes & Takeda Advogados Associados e na Baker & Mackenzie. Foi presidente e vice da RELIAL – Rede Liberal da América Latina; presidiu o Instituto de Estudos Empresariais, também foi vice-presidente e diretor de formação da mesma instituição, vice-presidente do Instituto Liberdade, um dos primeiros institutos liberais do Brasil. Prega a Liberdade, Estado Limitado, Empreendedorismo, Liberdades Individuais, Menos Impostos e o Livre Mercado.

Foi eleito vereador em 2016 e exerceu o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico de Porto Alegre.  Hoje Ricardo Gomes é mais um vereador da BANCADA DO DEM em Porto Alegre.

DEMOCRACIA, JUVENTUDE E HISTÓRIA

Um dos mais novos vereadores de Porto Alegre é agora integrante da Bancada do DEM PoA. Pablo Fraga Mendes Ribeiro, segue os passos do avô, Jorge Alberto Beck Mendes Ribeiro, jornalista, um dos fundadores de Rádio Guaíba, Deputado Federal Constituinte, e um dos mais votados do Estado e de seu pai, Mendes Ribeiro Filho, vereador de Porto Alegre, Deputado Federal e Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Pablo Mendes Ribeiro representa terceira geração da família na política rio-grandense.

Pablo Fraga Mendes Ribeiro foi vereador suplente, Secretário-Adjunto de Turismo e da Indústria e Comércio de Porto Alegre e atual vereador na Capital. Entre suas bandeiras destaco a defesa da família, a livre iniciativa, o empreendedorismo, prioridades à saúde, educação e segurança, a busca da prestação de serviço público de qualidade, a transparência das ações e na política, como caminho à prosperidade do cidadão.

Defende a política do bem e para todos.

Foi membro titular, presidente e vice da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal e membro da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude. Também presidiu a Frente Parlamentar da Saúde do Homem e a vice-presidência da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa Idosa e vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Porto Alegre em 2019. Hoje Mendes Ribeiro é mais um vereador integrante da BANCADA DO DEM em Porto Alegre.

A SEGURANÇA É UMA DE NOSSAS PRIORIDADES

 

Nossa mais nova vereadora do DEMOCRATAS Porto Alegre é a Comandante Nádia.

Nádia Rodrigues Silveira Gerhard é formada em Letras. Foi professora com especialização em psicologia escolar e hoje é Tenente Coronel da Reserva da Brigada Militar onde teve uma trajetória profissional pioneira na instituição, atuando por 27 anos na linha de frente do policiamento ostensivo. Como Major da Brigada Militar foi a primeira mulher designada para comandar um batalhão de Polícia Militar no Estado do Rio Grande do Sul, assumindo o 40º BPM, sediado em Estrela, e com responsabilidade administrativa e operacional em 11 municípios do Vale do Taquari. Depois como Tenente-Coronel comandou o 19º BPM, com atuação em toda a Zona Leste de Porto Alegre. Implementou e coordenou a Patrulha Maria da Penha no Rio Grande do Sul.

Recebeu o prêmio Troféu Guri, foi vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, do Conselho Deliberativo do Programa de Proteção a vítimas e testemunhas ameaçadas de morte. É autora do Livro “Patrulha Maria da Penha, o impacto da ação da Polícia Militar no enfrentamento da violência doméstica” e foi Diretora de Justiça na Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos. Foi eleita vereadora de Porto Alegre, onde dedica seu mandato a ações voltadas em especial à Segurança Pública e à defesa dos direitos da mulher, propondo diversas ações nesta linha.

Foi Secretária Municipal de Desenvolvimento Social e Esporte de Porto Alegre e na Câmara de Porto Alegre  eleita procuradora Especial da Mulher na Câmara de Vereadores e vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana.

Hoje Nádia Gerhard é a mais nova integrante da BANCADA DEMOCRATA em Porto Alegre.

PROJETOS DO TRANSPORTE COLETIVO EM PORTO ALEGRE

Nesta noite de sexta-feira, falei na rádio Gaúcha, de Porto Alegre, sobre os projetos do transporte coletivo enviados pela Prefeitura para analise da Câmara de Vereadores.

Ouça a entrevista:

 

DISCURSO DE POSSE

Transcrição de meu discurso de posse no dia 2 de janeiro de 2020. Agradeço ao setor de taquigrafia da Câmara de Vereadores que proporcionou o texto:

“Exmo. Ver. Paulo Brum, 1º Vice-Presidente da Casa, ora dirigindo os trabalhos desta magna sessão; senhores, senhoras, meus colegas, minhas colegas, magnífico público presente nesta marcante sessão que a Casa do Povo realiza neste dia; eu quero desde logo confessar que, no dia de ontem, primeiro dia do ano, caminhando como sempre procuro fazer junto à praia do Remanso, eu encontrei, em Xangri-lá, o Ricardo Sessegolo, e ele me perguntou se eu já tinha escrito o meu discurso para pronunciar neste dia e nesta hora. Em princípio fiquei um pouco encabulado, depois eu confessei “não escrevi”. E ele: “Então, vai escrever!”. Eu disse que não escreveria. E fiz certo.

Acho que nós temos que quebrar alguns paradigmas, começo por este. Eu não sei ler um discurso, eu não sei falar numa solenidade como esta se eu não estiver olhando, meu caro Mauro, no olho de cada um aqui presente, ainda que a visão não seja tão larga assim. Por isso eu não posso iniciar esse meu improvisado pronunciamento sem manifestar a minha profunda gratidão por essa presença carinhosa de tantas pessoas amigas que acorreram, numa tarde menos quente do que a que ocorreu no dia de ontem, que se deslocaram até aqui, muitas das pessoas vindas até mesmo de fora do País para acompanhar esse acontecimento. Eu me emociono inclusive quando vejo pessoas aqui que me remontam à minha condição de garoto oriundo da minha Quaraí, querência querida. (Palmas.)

Para cá eu me deslocava, junto com meus familiares, depois de umas peripécias entre Santa Maria e Uruguaiana, para plantar raízes, lançar âncora e me integrar, de uma vez por todas, com essa maravilhosa cidade que eu amo de coração, que é a nossa Porto Alegre. (Palmas.)

Não posso deixar de referir que essa lembrança me emociona, sobretudo ver pessoas com vínculos familiares meus virem de outros municípios para este acontecimento machuca, de forma muito querida, este coração envelhecido.

Por isso eu acertei em não escrever nenhum pronunciamento, ele seria mal aproveitado nesta ocasião. Eu não ia me lembrar que aqui em Porto Alegre, muito cedo, eu aprendi, ainda na política estudantil, e depois, meu querido amigo Fernando Ernesto Corrêa, lá na gloriosa União Democrática Nacional eu aprendi que o preço da liberdade é a eterna vigilância, e isso me acompanha desde então nessa caminhada, nessas mudanças sequenciais que a política brasileira apresenta, passando pela Arena, pelo PDS, pelo meu querido Partido da Frente Liberal, partido do qual efetivamente eu sou integrante, ainda que hoje ocupando um cargo da bancada do Democratas.

Isso tudo eu não registraria num pronunciamento, mas registro agora numa confissão de peito aberto, sabendo que vocês são meus amigos, sabendo que vocês são carinhosos comigo e que me perdoam por estar fugindo da regra, quebrando as tradições, vencendo mais essa barreira e estabelecendo um pronunciamento totalmente inadequado para uma solenidade como essa. Mas há horas tenho dito, e quero repetir hoje mais alto do que nunca: chega de pensar no que é mais corretamente certo, vamos pensar naquilo que é mais corretamente necessário, e necessário é que nessa hora todos nós tenhamos a compreensão do momento histórico que vivemos, quer seja pela quebra e rupturas ideológicas na política brasileira, pelo novo momento do Estado, pelas posições às vezes demasiadamente polarizadas nesta Casa, mas – e eu quero dizer, falando agora para a oposição e para o governo – sempre tive muito orgulho de pertencer a esta Casa, e esse meu orgulho aumenta agora vindo a presidi-la, e para homenagear a quantos colaboraram intensamente para que esse orgulho aumentasse, quero desde logo dizer que sou reconhecido à colaboração de muitos, e que mais recentemente, entre, às vezes, desentendimentos, mas através de uma convivência muito fértil, tive na presidência que me antecedeu, uma bela experiência de convivência democrática que eu quero estender para toda a Casa.

Às vezes a gente pode divergir, às vezes a gente pode não estar com a mesma posição, mas nunca devemos queimar todas as pontes capazes de permitir que logo se encontre a harmonia, a cordialidade e a compreensão.

Por isso, meus amigos, minhas amigas, eu não posso olhar muito para vocês porque me vêm boas lembranças, e a gente quando fica com a idade mais avançada, vira chorão, choramingão, qualquer coisa reverte em lágrimas.

Hoje, só poderia ter lágrimas de alegria, de satisfação por estar assumindo esta responsabilidade, meu caro vice-prefeito, nesta Câmara de Vereadores, onde não me encontro em oito Legislaturas, mas, sim, em nove Legislaturas, e o faço com empenho diuturno para não decepcionar aqueles que me confiam o mandato, como não vou decepcionar aos colegas que montaram esse acordo que gerou a minha presidência aqui na Casa.

Por isso, Ver. Thiago, V. Exa., que junto com o Ver. Cassio, junto com outros vereadores, armou esse acordo, fique tranquilo, eu aprendi com a UDN a sermos vigilantes, e estarei vigilante no fiel cumprimento do acordo. Por isso, senhores e senhoras, quero, de coração aberto, dizer da minha alegria de estarmos presentes no dia de hoje e da certeza de que a nossa convivência só poderá quebrar outros parâmetros, outros paradigmas, daquele pensamento, que diz que em ano eleitoral, os Parlamentos não funcionam.

Aqui vai funcionar, e vai funcionar muito bem porque é repleto de homens e mulheres responsáveis que assim também o querem. Obrigado a todos, um beijo no coração de todos vocês e muito obrigado a todos, um beijo no coração de todos vocês e muito obrigado. (Palmas)

Homenagem a Zanella

Tem um Projeto de Lei de minha autoria que está iniciando objetivamente a tramitação na Câmara de Vereadores, é um projeto que mexe inclusive com a minha condição de ser humano, me emocionando por inteiro porque é uma proposta que faço de homenagear um ex-integrante desta Casa, colocando o seu nome no Centro de Comunidade da Vila Restinga, que é o ex-vereador Artur Paulo Araújo Zanella.

Todos sabem que as relações de amizade com o ex-vereador Zanella remontam à minha infância. Estudamos juntos em Uruguaiana no ano de 1953, lá se vai mais de meio século. Mais tarde, nós viemos a nos encontrar em Porto Alegre e, por largo tempo, na administração do Prefeito Guilherme Socias Villela, nós nos sucedemos, ora ele integrando a SMIC, e eu, o DEMHAB; ora eu integrando a SMIC, e ele, o DEMHAB.

Por isso eu entendo que esta homenagem ao Zanella que eu estou requerendo à Casa se justifica por inteiro. Perdoem-me a vaidade, mas me parece que, junto com ele, nós produzimos o elemento mais glorioso da história do Departamento Municipal de Habitação, quando batemos todos os recordes de construção de habitação popular. Concluímos o projeto da Restinga Nova, reabilitamos a Restinga Velha, urbanizando a Restinga Velha, o Barro Vermelho. Iniciamos e concluímos a 4ª Unidade Vicinal, abrimos a chance de construção e instalação do Distrito Industrial, desenvolvemos o projeto Pró-Gente, que urbanizou cerca de 20 vilas populares e, mais ainda, o projeto Pró-Morar, em duas situações muito especiais, que foi a urbanização sem precedentes sem mudar nenhuma pessoa que morasse na Vila Nova Santa Rosa, antiga Vila Ramos, e na Vila Nova Brasília.

O Zanella tinha uma característica até polêmica. Era um homem de opinião, muito espirituoso, que, vez por outra, criava alguma dificuldade de entendimento, logo em seguida superada.

Eu mesmo, apesar do nosso relacionamento, em alguns momentos, tive diferenças com ele, sendo que a principal foi quando ele decidiu ingressar no Partido Democrático Trabalhista e me levou um convite do então prefeito de Porto Alegre, Alceu de Deus Collares, para que eu o acompanhasse na ocasião. Dediquei a ele, de coração, que fosse feliz na opção, mas eu ia permanecer no partido que eu havia estabelecido a fundação e que, evidentemente, eu haveria de acompanhar até o seu desenlace, até o seu fim.

Coerente que eu sou em matéria partidária, o que não me autoriza a criticar quem quer que seja, que quem quer alterar, altere as suas posições em função de circunstâncias que esse conturbado momento político brasileiro vem ensejando nos últimos anos em todos os partidos, na quase totalidade, se não na própria totalidade, descaracterizado de tal sorte, que não justifica que se alegue incoerência para permanecer nessa ou naquela agremiação partidária. Por isso, faço esta manifestação, emocionada, até; saudosa, até, por que não dizer, relembrando, inclusive, um momento muito feliz que eu vivi junto com o Zanella, num período que eu considero o mais fértil da minha vida pública: aqueles anos que juntos trabalhamos na administração naquilo que, no meu entendimento, apesar da suspeição da afirmação, foi o maior e o melhor prefeito de Porto Alegre de todos os tempos, que foi o nosso colega Guilherme Socias Villela.

Cumpro com alegria, por um lado, por estar podendo prestar esta homenagem; com tristeza, de outro, pelo aspecto saudosista da lembrança do colega que já não está mais conosco e, sobretudo, com muita certeza de que a Casa haverá de agasalhar a nossa proposta, de levá-la as últimas consequências, e aprová-la tão logo isso seja possível, homenageando essa figura que tanto tempo esteve aqui neste Legislativo, e que foi, inclusive, integrante da Mesa Diretora, líder de bancada e várias outras posições.

O BRIQUE PRECISA DE APOIO

Sobre a situação da falta de fiscalização no MEU BRIQUE, tenho comigo que temos que ter uma atuação conjunta dos vários atores envolvidos neste processo: Prefeitura, através de seus órgãos de vigilância e fiscalização, Câmara de Vereadores, Brigada Militar, Guarda Civil, EPTC, Briqueiros, frequentadores e a sociedade em geral.

Devemos cada vez mais preservar o BRIQUE DA REDENÇÃO, em suas funções tradicionais, pois o que acontece hoje é que, pelas mais diferentes razões, se instalam no BRIQUE, sem que haja uma atuação de fiscalização mais efetiva, inúmeras atividades que concorrem com aqueles BRIQUEIROS que se encontram regularizados.

Eu pessoalmente, buscarei, novamente, conversar com a Diretoria de Comércio e Indústria, sucessora da SMIC, e se necessário for também com o secretário de Desenvolvimento para, em conjunto, estudarmos uma forma, não diria de repressão, mas de fiscalização objetiva quanto à oferta de um cem número de produtos que não fazem parte do artesanato e muito menos são antiguidades. São produtos de sobra industrial, ou de uma importação da Ásia, que aqui são colocados à venda por valores, muitas vezes, entusiasmadores, diante do preço de uma jaqueta do Grêmio, do Internacional, por um preço mais convidativo, mas com o risco de a pessoa estar comprando “nabos em saco”, ou seja, comprar alguma coisa que não é, efetivamente, aquilo que lhe está sendo vendido.

Eu não gostaria, de fazer uma reclamação, mas fazer uma afirmação de que estou assumindo esse compromisso com os expositores não para reclamar do governo, mas dizer ao governo que é preciso que se tome uma atitude positiva. Se isso é entendido como reclamação ou não, é outro problema. O que eu estou dizendo é que estou assumindo essa postura correta sob todos os aspectos, clara e transparente. Sem dúvida nenhuma, vou chegar ao supervisor da área, a quem eu devo me dirigir pessoalmente, e, claramente, vou expor a gravidade do problema, vou ouvir as suas dificuldades e vou procurar, com ele, estipular meios, formas adequadas para, dentro da realidade dos serviços municipais, enfrentarmos essa situação que não pode continuar degradando esse símbolo cultural da cidade que eu tenho um grande orgulho de ter sido o seu instituidor, que é o MEU BRIQUE DA REDENÇÃO.

E repito: faço aqui esta manifestação, não é uma reclamação pura e simples, é um compromisso que assumi com os briqueiros de pugnar pela resolução de um problema que já vem se arrastando a muitos anos.

ESTÁDIOS E MOSQUITOS

Dia desses o colega vereador João Bosco Vaz fez uma manifestação da Tribuna da Câmara, sobre a DENGUE em Porto Alegre, e também trouxe mais uma vez para o debate a situação do “esqueleto” em que foi transformado o antigo estádio do meu tricolor, o Olímpico Monumental e o entorno da Arena do Grêmio, na Vila Farrapos. Áreas estas com grande probabilidade de serem um criatório de mosquitos. E hoje a dengue nos coloca todos em modo de alerta.

Mas vamos por partes.

Em decorrência de uma “marolinha” e de envolvimentos judiciais e jurídicos a Construtora OAS, quebrou, faliu, está sem dinheiro. E isso impediu que a mesma tomasse a posse plena do Estádio Olímpico, dentro da transação que se daria, com a passagem da plena propriedade da Arena para o Grêmio, que detém hoje a posse sobre a área, e não a propriedade, e passar para a OAS, no caso, a sua sucessora, o imóvel onde foram historicamente desenvolvidas as atividades, desde 1954, pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Hoje pelo menos parte do problema começa a ser resolvido, porque uma empresa estaria sucedendo a OAS e, com isso, daria seguimento as obras do entorno da Arena do Grêmio, lá na Vila Farrapos.

Já sobre a dengue, que em vários locais de nosso País, quase pode ser chamada de epidemia, na Tribuna da Câmara coloquei-me à disposição do Bosco, e de quem mais buscar se somar a este processo para ajudar. Que contem comigo, porque nós temos que aprofundar esse assunto. Se há esse risco, não tem que estar se discutindo coisa nenhuma. Se é uma área onde há, abertamente, a possibilidade de contaminação da dengue e de outras doenças com tais características, é preciso que todo Município de Porto Alegre, toda estrutura – inclusive por que não a Secretaria da Saúde, em primeiro lugar – assuma, imediatamente, providências nessa área, independente de qual a sua situação jurídica.

REPENSANDO PORTO ALEGRE

Participei hoje da tradicional reunião almoço da FEDERASUL, conhecida como TÁ NA MESA, juntamente com a colega vereadora Mônica Leal e o colega vereador Valter Nagelstein. Falamos, cada um do seu modo, sobre a nossa cidade, pois o tema era REPENSANDO PORTO ALEGRE.

Em minha manifestação lembrei que Porto Alegre já teve grandes atividades industriais e comerciais, empregando milhares de pessoas. Hoje, essa realidade é bem diferente, fruto de uma crise que atinge a todos, cidadãos, empresas e governos, estaduais, municipais e Federal.

Recordei das empresas que existiam no 4º Distrito, como a antiga Zivi Hércules, hoje com novo nome e em outro município. E lembrei também dos pequenos empreendedores que saíram daqui e hoje, tendo em vista os baixos valores de aluguel de algumas regiões, retornam a Capital. Um exemplo? Algumas empresas de publicidade visual, que em busca de menor imposto e mais liberdade de trabalho, saíram de Porto Alegre, indo para a Região Metropolitana, e hoje, retornando mais uma vez.

 

Tenho comigo que para revitalizar o 4º Distrito, os bairros Navegantes e Sarandi, o Centro Histórico, temos que nos despir de PRECONCEITOS, e como bem disse a Presidente da FEDERASUL, Simone Leite, PRECONCEITOS IDEOLÓGICOS.

Não devemos jamais condenar os empresários por buscarem o lucro. Se uma atividade não gera lucro, não agrega valores à comunidade, não gerando empregos e nem sustentando as ações sociais que os governos deveriam realizar e não o fazem por problemas de “caixa”.

Lembrei que a Porto Alegre, Cidade Sorriso, que conheci aos 14 anos, não é mais a mesma.

E pergunto, sem ter a resposta certa, pois essa depende de muitas visões, como fazer para unir e reerguer nossa Capital?

Como fazer com que ela retorne como um verdadeiro polo de desenvolvimento econômico e humano em nosso Estado?

Repito: temos que nos despir de ranços ideológicos.

 

Um pequeno exemplo é dizer que nossa cidade é tomada por arranha-céus. Não é verdade. Isso é uma das afirmações que podem colocar na conta do chamado “ranço ideológico”.

O prédio mais alto da cidade ainda é o Edifício Santa Cruz, na rua dos Andradas, finalizado em 1965. Porque um prédio não pode tem mais andares que isso? Obedecendo regras de zoneamento, de sombreamento, de uso de vegetação nativa para compor espaços imobiliários.

Vou repetir, com a certeza de não estar sendo inconveniente: o maior problema de Porto Alegre são os preconceitos, ideológicos ou não, decorrentes de modismos intelectuais importados. Porto Alegre precisa ser reativada economicamente.
Não vejo como repensar Porto Alegre sem vencer estes preconceitos.

Repensar Porto Alegre tem que ser como um todo.

Repensar Porto Alegre não pode ser a busca de culpados pelo que está errado, e sim o encontro de soluções e comprometimentos de todos nós, Executivo, Legislativo, Judiciário e Munícipes, cada um fazendo a sua parte, almejando um todo, com cada um de nós executando nossas, e novas, missões e novos comportamentos.

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