ENTREVISTA AO BASTIDORES DO PODER

 

Mesmo com a Pandemia, e com a campanha eleitoral em curso, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre não para. Hoje em meu gabinete, na Presidência da Câmara, atendi vários compromissos e entre eles uma entrevista, por telefone, ao programa BASTIDORES DO PODER, na rádio Bandeirantes de Porto Alegre, apresentado pelo jornalista Milton Cardoso.

Falamos sobre diversos assuntos, especialmente sobre o Pedido de Impeachment do Prefeito Municipal

Ouça aqui a entrevista:

 

AGORA É MELO e RICARDO

 

 

O DEMOCRATAS Porto Alegre, realizou nesta terça-feira sua CONVENÇÃO PARTIDÁRIA para apresentação dos nomes de nossos correligionários para compor a nominata de vereadores do partido, e definir a COLIGAÇÃO com o MDB, com o nome de Ricardo Gomes, como nosso candidato a vice-Prefeito de Porto Alegre.

Acompanhe abaixo o vídeo da transmissão da convenção realizada ao vivo pelo YOUTUBE;

 

“Tudo deu errado”: presidente da Câmara, Reginaldo Pujol avalia como mandato da paz terminou em impeachment; Entrevista em Gaúcha ZH; por CAUE FONSECA

 

 

Em fevereiro, o vereador Reginaldo Pujol assumiu a presidência da Câmara Municipal prometendo um ano de intensas atividades legislativas em “clima de paz”. Isso, mesmo em ano eleitoral e com o prefeito Nelson Marchezan e a vereadora Mônica Leal (PP), antecessora na presidência da Casa, trocando indiretas por meio dos discursos na ocasião da posse.

Ainda assim, tudo corria bem até 12 de março, quando, depois do clássico Gre-Nal na Arena do Grêmio, Pujol encontrou o presidente do Inter, Marcelo Medeiros, no restaurante Barranco. Gremista fanático, o vereador cumprimentou o rival e trocou impressões sobre o jogo que terminou em pancadaria. No dia seguinte, soube pelo filho que o presidente colorado estava com a covid-19 e se isolou em quarentena no litoral. Jamais retornaria à Câmara para sessões presenciais.

Ao longo dos meses, o mandato que deveria ser consagrador para o vereador de 80 anos e oito eleições se tornou um dos mais complicados da história. Vem sendo comandado à distância, em sessões remotas, e com o primeiro julgamento de impeachment de um prefeito da história de Porto Alegre em andamento desde 5 de agosto.

Em meio à turbulência, Pujol, presidente municipal do DEM, esteve à frente da pré-candidatura da vereadora Nádia Gerhard à prefeitura, que não vingou e deu lugar ao apoio do partido a Sebastião Melo (MDB).

Em longa conversa com GZH em seu escritório, no Centro Histórico, Pujol falou sobre os rumos inesperados do seu mandato, que ainda promete uma série de curvas e loopings pela frente.

O senhor prometia um mandato na Câmara Municipal de atividade parlamentar intensa e em clima de paz. O que deu errado?

Tudo deu errado. Eu iniciei o ano com essa disposição bem estabelecida, eu não podia prever algo completamente impensável como essa pandemia. E foi de uma hora para outra. O início de março foi período excepcional pra mim, quase de euforia. Com a janela da migração de partidos, a bancada do DEM que estava com dois vereadores ficou com cinco (hoje são quatro, com a saída de Cláudio Conceição para o PSL). Lembro que fizemos um churrasco com os cinco vereadores do PTB (hoje são seis, com o ingresso de Professor Wambert) e pensei: “pô, nós vamos ter que fazer o nosso bloquinho”. Dias depois eu estava na praia em quarentena e tudo começou a virar.

A pandemia comprometeu a parte das atividades, mas como degringolou a questão da paz?

Em um primeiro momento, a pandemia até ajudou no sentido de trazer unidade à Câmara. Mas foi deteriorando. Minha opinião é que o processo eleitoral começou muito cedo. Em uma costura feita por Brasília, o prefeito Marchezan se acertou com o PSL. Aí o pessoal se olhou e disse: “Bom, começou a eleição. Vamos correr atrás”.

Mas o processo eleitoral ocorre a cada quatro anos, e é a primeira vez que a Câmara de Porto Alegre vai julgar o prefeito, e com o aval de 85% dos vereadores. O que aconteceu de diferente?

A novidade é ter um processo efetivamente instalado, mas era a sexta oportunidade em que foi requerido o impeachment do prefeito. A diferença é que havia uma peça bem fundamentada. Nas anteriores, eram formulações muito malfeitas.

Na pandemia, abrimos sessões extraordinárias e acordamos 15 dias para que ele enviasse tudo o que precisasse de aprovação. Ele enviou dois projetos. Depois que votamos os dois, o que ele fez? Mandou 10.

Em 2018, mesmo mal formulado, um dos pedidos de impeachment não passou por 18 votos a 16. Ou seja, o prefeito sempre caminhou muito perto desse limite. O que aconteceu de diferente para 31 prefeitos votarem contra ele dessa vez?

Não foi sempre. Em 2019, por exemplo, o prefeito teve um bom momento quando andou conversando com os partidos. Quando puxou o MDB para dentro do governo, mesmo que alguns vereadores tenham ido a reboque. Naquela época, a nossa unidade era mais com o MDB do que com o PTB. O PTB apoiava o governo de forma religiosa. A maior surpresa foi o PTB nessa última decisão. Os demais já eram esperados.

Mas não foi surpresa para o DEM. O voto dos dois partidos foi em conjunto. Por que os dois se aliaram justamente em uma questão tão delicada?

O DEM já vinha dividido sobre isso. O Ricardo Gomes, quando veio para o partido, deixou claro sua posição sobre o governo. Nós dissemos que tudo bem, que nós daríamos liberdade e não havia nenhum compromisso formal de obediência cega ao prefeito. No que consideramos que ele está acertando, votamos a favor. Em outras, votamos contrários. Mas coincidia que quando votávamos ao contrário, o governo perdia.

E como se construiu a posição com o PTB pelo impeachment?

Nós ficamos aqui nesse escritório até 2h30min, 3h da manhã, com o pessoal do PTB, discutindo. Nosso levantamento era de que o processo seria aceito de qualquer forma. Mesmo com votos contrários das nossas bancadas, seriam 20 votos favoráveis a 15, porque eu não voto. Votamos a favor porque entendíamos que tínhamos que assumir o processo. Dar ao governo condições de fazer uma boa defesa. Só que todo mundo veio conosco.

Me chama a atenção que a justificativa seja essa, em nada seja relacionada ao processo eleitoral.

Nós tínhamos uma aliança com o PTB desde março. Mas naquele ponto queríamos tomar a liderança da coordenação do processo. Só que 24 horas depois, caiu o mundo. O prefeito saiu xingando tudo o que é vereador. Falando que os vereadores não perdiam por esperar. Que ia dizer isso sobre esse, aquilo daquele outro. Eu não tinha nenhuma pré-disposição de ficar hostil a ele. Dizia: “Prefeito, nós vamos nos encontrar num segundo turno.

Não é pedir muito do prefeito que não reaja contra os vereadores depois de 31 votos pela aceitação de um processo de impeachment?

No lugar dele, eu diria: “Olha, eu estou surpreso com essa votação. Mas se é para eu esclarecer, essa é a oportunidade. Tenho certeza de que não vai dar em nada”. Ele reagiu com a raiva característica dele. Poxa vida, na minha posse ele quase disse que eu era o melhor homem do mundo. Claro que não sou bobo e sei que ele disse mais para espezinhar a minha antecessora (Mônica Leal, do PP). Observa que na minha posse eu ia fazer um discurso depois dos dois e desisti. Falei de improviso. Tive a sensibilidade de encerrar com aquilo.

Muito se fala dos erros do prefeito na condução política. A Câmara não errou em nada nesse processo que acabou em ruptura?

Não me arrisco a dar uma opinião definitiva, mas tenho a impressão de que a Câmara, por várias vezes, colaborou para que isso não ocorresse. O Marchezan recebeu o maior cheque em branco que um prefeito já recebeu da Câmara: R$ 1,5 bilhão aprovado para fazer empréstimos e financiamentos. Depois, com o projeto do IPTU, a garantia de um recurso crescente que qualquer credor aceitaria para conceder empréstimos. Na pandemia, abrimos sessões extraordinárias e acordamos 15 dias para que ele enviasse tudo o que precisasse de aprovação. Ele enviou dois projetos. Depois que votamos, o que ele fez? Mandou 10. Em urgência.

A relação do DEM com o prefeito vinha se deteriorando também?

O pessoal do governo se queixava muito pra mim do posicionamento do Ricardo. Depois, da Nádia. Mas eu dizia: “Ela é nossa candidata a prefeita, não vai ficar aplaudindo”. Mas eram discussões pragmáticas, como já fazia o Valter Nagelstein (vereador e pré-candidato pelo PSD), por exemplo. Nada ideológico. Eu não tinha nenhum pré-disposição de ficar hostil a ele. Dizia: “Prefeito, nós necessariamente vamos nos encontrar num segundo turno”. Porque eu estava obstinado com a ideia de formar a Nádia candidata à prefeitura.

Por que essa ideia acabou abandonada?

Eu fui o último a desembarcar. Ainda acho que ela é uma candidata excepcional, que será uma das mais votadas para a Câmara. Mas o entendimento era que a candidatura do DEM estava entre o suicídio e o assassinato. Suicídio, caso insistíssemos com uma candidatura sem chance de resultados. Quase todas as candidaturas desse ano têm risco de cristianização (referência à candidatura de Cristiano Machado para a presidência em 1950, é quando um partido deixa de apoiar seu próprio candidato e apoia outro com mais chances de vitória). E o assassinato era a constatação de que o apoio ao José Fortunati enfraqueceria o Sebastião Melo e o apoio ao Melo, o Fortunati.

Qual era a sua posição?

Eu tinha simpatia por apoiar o Fortunati. Gosto do PTB. É um partido organizado que cumpre acordos. Mas aí o presidente deles (Roberto Jefferson) resolve proibir coligação com o DEM. Aí a parte do partido que defendia a coligação com o Melo cresceu e pressionou, mesmo ele tendo voltado atrás. Eu não acho que matamos a candidatura do Fortunati, mas que está baleada na asa, está.

Na sua opinião, Marchezan é um candidato competitivo?

Sim. Acho que a distribuição de candidaturas de um mesmo lado favorece a ele. Só que prognóstico em política é um terror: a pessoa fala e, ali na frente, quebra a cara. Em fevereiro, por exemplo, todos achavam que ele não ganharia de ninguém. Reeleição de prefeito é algo complicado. É um cargo em que se é responsável por tudo e não tem recurso pra nada.

O senhor acredita que o prefeito irá a julgamento no plenário?

Vai depender das decisões da Justiça. Mas já ficou claro que a estratégia do prefeito é tentar protelar para que o julgamento não ocorra dentro dos 90 dias de prazo. O que eu acho um erro político. Dá aos outros candidatos o discurso de que ele fugiu de dar explicações.

O senhor iria dar explicações depois de receber 31 votos pela admissibilidade do processo? O placar não passa a ideia de que ele já está julgado?

Que envolve um temor, envolve. Claro que um julgamento feito por 36 políticos será político, mas há um aspecto jurídico importante. Mesmo os vereadores mais ferrenhos contra ele estão dizendo que não vão condená-lo se não houver provas.

O LEGISLATIVO DE PORTO ALEGRE COMPLETA 247 ANOS; Artigo Correio do Povo

 

 

Artigo, hoje no CORREIO DO POVO sobre o aniversário de nosso Legislativo Municipal:

“A Câmara Municipal de Porto Alegre pertence à cidade. Assim já diz o seu nome. Esta instituição não é dos vereadores e vereadoras, como alguns podem erroneamente supor, mas da população.

Os parlamentares que lá estão são a representação dos moradores da cidade em escolha feita pela forma mais democrática de todas: o voto popular. Nossa Câmara Municipal é plural, sendo atualmente composta por representações de 15 agremiações politicas. Todas as escolhas lá feitas também são definidas de modo democrático: o voto da maioria.

Aqueles que têm opiniões divergentes devem entender e aceitar isso. Se a democracia exercida no Legislativo da capital afeta alguém de modo a contrariá-lo, é possível que o problema não esteja na escolha feita pela maioria, mas naquele que se sentiu afetado. Atualmente, os trabalhos de nosso Legislativo estão restritos por imposições decorrentes da pandemia do coronavírus. Costumeiramente, em tempos de normalidade e sempre em busca de maior aproximação com a população, o Legislativo da Capital oferece espaços de participação e diversas atividades culturais com entrada gratuita.

Na Tribuna Popular, entidades podem fazer reivindicações e sugestões aos vereadores.

A comunidade ainda pode expor suas demandas e solicitações nas comissões permanentes e especiais e nas frentes parlamentares. Frequentemente, também são promovidas audiências públicas sobre projetos e temas importantes para a cidade. Desde 1997, as sessões ordinárias passaram a ser transmitidas pela TV Câmara, por meio do canal 16 da NET, iniciativa pioneira entre os parlamentos do Estado.

Desde 2012, as atividades do Legislativo vêm sendo também divulgadas pelo canal digital aberto 61.4, atendendo a umpúblico estimado de três milhões de pessoas de mais de 50 municípios. A partir de agosto, para facilitar ainda mais este contato, o canal digital aberto migrou para o 11.3. Além dessas formas de interação com os porto-alegrenses, pela página eletrônica www.camarapoa.rs.gov.br, podem ser acessadas as notícias escritas, de rádio e de TV, fotos e demais informações sobre a instituição.

E a Câmara tem Twitter, página no Facebook e canal no Youtube. Por tudo isto, somos um poder independente e atento aos nossos deveres. E, a propósito, neste domingo, 6 de setembro de 2020, a Câmara Municipal de Porto Alegre completou seus 247 anos como uma instituição sólida e responsável. Aceitem e respeitem isso.

Reginaldo Pujol

Presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre”

FELIZ ANIVERSÁRIO

 

 

Hoje o nosso Legislativo Municipal está de aniversário: DUZENTOS E QUARENTA E SETE ANOS.

Nossa primeira Sessão foi no dia 6 de setembro de 1773. Em 1870, a Câmara ganhou sua primeira sede própria na Praça da Matriz, destruída por um incêndio na noite de 19 de novembro de 1949. A Câmara então foi para o Paço dos Açorianos, nos altos do Edifício José Montaury e no Centro Municipal de Cultura, até chegar à atual sede, em 1º de maio de 1986, o nosso Palácio Aloísio Filho, na Avenida Loureiro da Silva.

Arquivo: CMPA

Lembro de vários colegas vereadores que nos deixaram ou deixaram a vida pública, e tenho certeza, já pedindo desculpas que esqueço alguns, mas não porque não tenham importância e sim porque as vezes a memória nos trai. Lembro ainda de alguns desses colegas que comigo comemoraram o BICENTENÁRIO de nossa Câmara, em 1973, como José Aloísio Filho, Cleom Guatimozim, Carlos Serafim Pessoa de Brum, Rubem José Thomé, Wilton Pinto de Araujo, Sadi Schwerdt, Geraldo Otávio Brochado da Rocha Filho, João Carlos da Silva Severiano, Glênio Mathias Gomes Peres, João Antônio Satte, José Cesar de Mesquita, Wilson Phidias Calvete de Arruda, Ábio Hervé, Carlos Rafael dos Santos, Dercy Terezinha Vieira Furtado, Francisco Paulo Sant’Ana, Hilário Land, João Antônio Dib, João Mano José, e Martim Aranha.

E os colegas que em diversos momentos e períodos trabalharam por Porto Alegre, como Elói Zanella, Isaac Ainhorn, Ana Godoy, Angélica Konzen, Larry Pinto de Farias, Berna Menezes, Bernadete Vidal, Luiz Brás, Clênia Maranhão, Professor Garcia, Dercy Furtado, Ester Zuccalmaglio, Gladis Mantelli, Helena Bonumá, Luiz Negrinho, Iole Kunze, Julieta Battistioli, Jussara Cony, Dr. Raul Torelly, Jussara Gauto, João Pancinha, Bernardino Vendruscolo, Tarciso Flecha Negra, Mazzaropi, Lenora Ulrich, Letícia Arruda, Manira Buaes, Margarete Moraes, Clóvis Ilgenfritz, Maristela Meneghetti, Lauro Hagman, Dilamar Machado, Saraí Soares, Pedro Amércio Leal, Tereza Franco, Terezinha Irigaray…

Tantos e tão pouco espaço para escrever…

Mas tenho a certeza que todos exercem ou exerceram seus mandatos com afinco, respeito e um interesse genuíno por nossa Porto Alegre. E não podemos nunca esquecer de todos os nossos colegas funcionários, que fazem com que esta estrutura trabalhe e mantenha-se a frente de todos os acontecimentos de nossa Porto Alegre.

A Câmara Municipal continua e continuará trabalhando por nossa cidade. Feliz Aniversário.

UM DESABAFO…

 

 

Esta semana que está acabando foi pródiga em acontecimentos e decisões que afetam, e muito, a vida de nossa cidade, de nosso Executivo e de nosso Legislativo.

Na quarta-feira fiz um pronunciamento, como Presidente do Legislativo Municipal, na abertura dos trabalhos do dia na Câmara, sobre isso.

Na verdade um desabafo.

Naquele dia, quarta-feira, durante a madrugada, eu tive dificuldade de conciliar o sono.

Não tenho a consciência pesada.

Era um misto de indignação, estupefação, diante do que eu lia na internet, não só na decisão do meritíssimo magistrado que concedeu uma liminar suspendendo as atividades da Comissão Processante da Câmara de Vereadores, sobre o processo de impeachment ao Sr. Prefeito, mas também do que já tinha lido em alguns veículos de imprensa que noticiavam, na madrugada, o que estaria inserido nos seus jornais da manhã seguinte: informações, encrespações e, sobretudo, opiniões a respeito das nossas atividades da Câmara Municipal, especialmente nesse assunto, e muito diretamente à
minha pessoa e dos colegas que presidem ou relatam na Comissão Processante já estabelecida na Casa há mais dias.

Confesso que fiquei estupefato e lendo e relendo, tanto as notícias, quanto a decisão monocrática da Justiça, concedendo liminar, interrompendo os trabalhos da Comissão Processante do impeachment, pensei até mesmo em fazer uma nota à imprensa.

Relutei.

E os colegas que compõem nossa Casa Legislativa sabem que essa minha postura já havia sido demonstrada na segunda-feira, quando, com uma nota muito bem redigida que me havia sido disponibilizada para que, em conjunto com os membros da Câmara, fixasse nossas posições como Legisladores da cidade, posições estrategicamente resolvidas não a emitir, para não contribuir com o acirramento de debates em termos de temas que não cabiam ser discutidos junto à opinião pública. Assim, eu fiquei intencionado em explicar as atitudes da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, e tentando responder aos questionamentos e acusações de alguns jornalistas da nossa cidade; acusações, em alguns momentos a meu ver, totalmente injustas.

Como vereador de Porto Alegre e decano da Câmara, não espero nem busco que gostem de mim, que louvem o meu trabalho, mas esperava e espero justiça e, talvez, repito, talvez um pouquinho de respeito. Se não a este vereador, pelo menos à instituição do Legislativo Municipal.

A madrugada ficou mais silenciosa. Cochilei. Quando acordei, por volta de seis da manhã, busquei e reli, agora impressas, as notícias nos periódicos. Afinal, poderia ter sido somente um sonho ruim, as várias agressões.

Não. Não eram uma “visagem”.

Liguei o rádio, busquei as emissoras de notícias. O dial parou na Band. Ouvia um boletim de trânsito, e começou uma entrevista com o Dr. Antônio Augusto, mestre em Direito, no programa Primeira Hora, do jornalista Rogério Medelski. E com toda sua experiência, e didaticamente o especialista em Direito Eleitoral abordou esse tema, o impeachment, e o fez com uma explanação que não merece reparos, as quais eu preciso enfatizar.

Este velho político ficou mais tranquilo quanto à lisura dos meus atos e dos atos da Câmara que estou presidindo, especialmente no enfrentamento desse episódio do pedido de impeachment
do Sr. Prefeito Municipal.

Acho que todos já ouviram a entrevista do Dr. Antônio Augusto, e pedi à Taquigrafia da Casa, aliás, requeri à Taquigrafia da Casa que a transcrevesse para ser incluída nos Anais de nosso Legislativo e, mais do que isso, que me fosse encaminhado o texto dessa degravação. Quero guardá-lo junto ao meu coração, como uma inquestionável comprovação da lisura que, junto com os colegas que compõem esse processo – e não excluo nenhum – temos, cada um a seu modo, procurado cumprir com o nosso dever.

Eu não me sentiria bem se, na história da cidade, ficasse registrado que um dia, na Câmara Municipal, seu dirigente maior tivesse sido tão agredido e não respondesse de uma forma objetiva.

Quero, lisamente fazê-lo agora, e o depoimento do Dr. Antônio Augusto na Rádio Bandeirantes é indiscutivelmente o que eu melhor poderia dizer. Ele mesmo foi extremamente feliz, demonstrando conhecer bem o processo que aqui se desenvolve e as regras jurídicas que ele determina que sejam cumpridas. Fico aqui agradecido a vocês todos que, inclusive, me leêm nesta hora e quero dizer para vocês, com toda certeza, que eu tenho a suficiente capacidade de, num eventual erro, reconhecê-lo, voltar atrás, me desculpar por ele e admitir esse mesmo erro. Mas, honestamente, quero dizer a todos vocês, de coração aberto, não acho que errei em nenhum momento, acho que acertei e acertei tanto que alguns procuram denegrir a minha atuação e, mais do que isso, prejudicar o andamento do processo liso, correto, bem encaminhado que, sob o meu comando, começou a ser desenvolvido na Casa.

Lembro que, até agora, eu não fui nada mais do que um cartório que recebia as denúncias formuladas, e, examinando-as na sua plenitude, procurava, de uma forma muito clara, dar cumprimento aquilo que era requerido dentro e na forma da lei.

É o que eu fiz, é o que farei e continuarei fazendo, porque esse é o meu compromisso com vocês, meus colegas, amigos, e todos os porto alegrenses: ser digno dessa confiança que vocês me colocaram.

Enquanto eu comandar nossa Câmara Municipal, enquanto em presidi-la, eu haverei de ser, absolutamente, transparente e equidistante de qualquer paixão, para presidi-la com a isenção que o cargo me impõe.

Tenho certeza de que, com a graça de Deus, esse veterano não vai falhar. E aqueles que pensam que estão me encurralando, colocando-me numa posição que não ocupo, transformando-me num reles elemento de apoio à acusação, saibam que eu não tenho pré-julgamento nenhum.

Só fico assustado com a ideia de tentar interromper esse trabalho, quando o objetivo maior da totalidade dos seus integrantes foi abrir uma oportunidade legal, legítima para que todos demonstrassem seus direitos, oferecessem a sua defesa e esperassem uma decisão a respeito do tema. O processo mal iniciou, e eu vejo tantas estripulias que fico a pensar que tem gente que não quer que nosso Legislativo cumpra com suas obrigações. Vai cumpri-las com a graça de Deus e com a minha disposição de trabalho. Vai cumpri-las e irá cumpri-las muito bem.

Desculpem se me estendi demais.

Obrigado pela atenção.

ENTREVISTA RÁDIO GUAÍBA

Participei hoje do programa BOM DIA, da rádio Guaíba, apresentado pelos jornalistas Guilherme Baunhardt e Voltaire Porto, onde falei sobre o processo de impeachment do Prefeito de Porto Alegre.

 

 

UMA AULA SOBRE O DECRETO 201/67

 

 

Depois da decisão monocrática da Justiça, concedendo liminar interrompendo os trabalhos da Comissão Processante do Impeachment do sr. Prefeito de Porto Alegre, pensei em fazer uma “Nota à Imprensa”. Explicando as atitudes da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, e tentando responder aos questionamentos e acusações de alguns jornalistas da cidade. Acusações em alguns momentos, injustas. Como vereador de Porto Alegre não espero, nem busco que gostem de mim. Mas esperava justiça e talvez, repito, talvez, um pouquinho de respeito, se não a este vereador, pelo menos a instituição do Legislativo Municipal.

Acordo, leio os jornais do dia, depois ligo o rádio e ouço uma entrevista do jornalista Rogério Mendelski, na rádio Bandeirantes, programa Primeira Hora, com o advogado, professor, especialista em Direito Eleitoral, Antônio Augusto Mayer dos Santos. E o tema e a explanação não poderiam deixar este velho político mais tranquilo quanto a lisura de meus atos, e dos atos da Cãmara de Porto Alegre no enfrentamento deste pedido de Impeachment do Prefeito.

Mais não vou falar, deixo aqui a entrevista completa para os amigos ouvirem e serem esclarecidos. Na verdade, uma pequena aula. Escutem, por favor:

REUNIÃO PREPARATÓRIA DEBATE BAND RS

Como Presidente Municipal do DEMOCRATAS, participei hoje da reunião preparatória para o debate que será realizado no dia 17 de setembro na rádio e Tv BANDEIRANTES de Porto Alegre.

Com representantes de vários partidos a reunião foi conduzida pelos Gerentes de Conteúdo da TV Bandeirantes Porto Alegre, Maria Cecília Kramer e da rádio BAND RS, Oziris Marins.

As regras iniciais para este primeiro debate das eleições de Porto Alegre, foram apresentadas e discutidas e nos próximos dias teremos a definição do formato oficial do debate e suas regras.

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