Porto Alegre, Câmara de Vereadores, Política, Cidade, Democratas, DEM, Projetos, Prefeitura

REPENSANDO PORTO ALEGRE

Participei hoje da tradicional reunião almoço da FEDERASUL, conhecida como TÁ NA MESA, juntamente com a colega vereadora Mônica Leal e o colega vereador Valter Nagelstein. Falamos, cada um do seu modo, sobre a nossa cidade, pois o tema era REPENSANDO PORTO ALEGRE.

Em minha manifestação lembrei que Porto Alegre já teve grandes atividades industriais e comerciais, empregando milhares de pessoas. Hoje, essa realidade é bem diferente, fruto de uma crise que atinge a todos, cidadãos, empresas e governos, estaduais, municipais e Federal.

Recordei das empresas que existiam no 4º Distrito, como a antiga Zivi Hércules, hoje com novo nome e em outro município. E lembrei também dos pequenos empreendedores que saíram daqui e hoje, tendo em vista os baixos valores de aluguel de algumas regiões, retornam a Capital. Um exemplo? Algumas empresas de publicidade visual, que em busca de menor imposto e mais liberdade de trabalho, saíram de Porto Alegre, indo para a Região Metropolitana, e hoje, retornando mais uma vez.

 

Tenho comigo que para revitalizar o 4º Distrito, os bairros Navegantes e Sarandi, o Centro Histórico, temos que nos despir de PRECONCEITOS, e como bem disse a Presidente da FEDERASUL, Simone Leite, PRECONCEITOS IDEOLÓGICOS.

Não devemos jamais condenar os empresários por buscarem o lucro. Se uma atividade não gera lucro, não agrega valores à comunidade, não gerando empregos e nem sustentando as ações sociais que os governos deveriam realizar e não o fazem por problemas de “caixa”.

Lembrei que a Porto Alegre, Cidade Sorriso, que conheci aos 14 anos, não é mais a mesma.

E pergunto, sem ter a resposta certa, pois essa depende de muitas visões, como fazer para unir e reerguer nossa Capital?

Como fazer com que ela retorne como um verdadeiro polo de desenvolvimento econômico e humano em nosso Estado?

Repito: temos que nos despir de ranços ideológicos.

 

Um pequeno exemplo é dizer que nossa cidade é tomada por arranha-céus. Não é verdade. Isso é uma das afirmações que podem colocar na conta do chamado “ranço ideológico”.

O prédio mais alto da cidade ainda é o Edifício Santa Cruz, na rua dos Andradas, finalizado em 1965. Porque um prédio não pode tem mais andares que isso? Obedecendo regras de zoneamento, de sombreamento, de uso de vegetação nativa para compor espaços imobiliários.

Vou repetir, com a certeza de não estar sendo inconveniente: o maior problema de Porto Alegre são os preconceitos, ideológicos ou não, decorrentes de modismos intelectuais importados. Porto Alegre precisa ser reativada economicamente.
Não vejo como repensar Porto Alegre sem vencer estes preconceitos.

Repensar Porto Alegre tem que ser como um todo.

Repensar Porto Alegre não pode ser a busca de culpados pelo que está errado, e sim o encontro de soluções e comprometimentos de todos nós, Executivo, Legislativo, Judiciário e Munícipes, cada um fazendo a sua parte, almejando um todo, com cada um de nós executando nossas, e novas, missões e novos comportamentos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: